O mercado financeiro está passando por uma transformação. Com a proposta de desburocratizar e dar mais agilidade ao setor, as fintechs atraíram milhões de clientes. O desafio agora é garantir a segurança para a tecnologia bancária. 

A estimativa para este ano é que as fintechs movimentem 1 bilhão de reais, segundo a ABFINTECHS (Associação Brasileira de Fintechs). O desafio então é garantir a segurança para tecnologia bancária, uma vez que essas empresas tendem a se tornar os alvos de crimes digitais. 

Cuidados que as fintechs devem ter

Segundo estudos da FEBRABAN  (Federação Brasileira de Bancos) as transações bancárias por meio digital passam por um momento de grande crescimento. Um exemplo são as transferências bancárias via mobile, que aumentaram 85% no ano passado. Isso intensifica ainda mais as preocupações com a segurança para tecnologia bancária. 

O National Economic Council, órgão que discute a política econômica dos Estados Unidos, já incluiu a segurança entre os princípios fundamentais para o desenvolvimento das fintechs. Afinal, com a ausência dos elementos físicos de segurança, é imprescindível reforçar o uso de ferramentas digitais com foco na proteção dos dados. 

Portanto, fintechs e demais instituições que realizam transações financeiras precisam buscar meios de tornar suas operações mais seguras e confiáveis para o público. A assinatura digital e o certificado digital são elementos essenciais para garantir a segurança. 

6 critérios para escolher entre a assinatura digital ou eletrônica

Se a sua empresa é uma fintech ou realiza transações financeiras e ainda não implantou processos de segurança, veja os principais critérios que devem ser considerados na hora de escolher um método para a coleta de assinaturas. 

Mas, antes é importante explicar que assinatura digital e assinatura eletrônica não são a mesma coisa. Portanto, é indispensável conhecer cada uma delas antes de escolher a mais adequada para o seu negócio. 

Leia mais: Uma assinatura digital tem validade jurídica?

Assinatura Digital 

Para usar este tipo de assinatura o usuário precisará de um certificado digital, que poderá ser gerado em token, smart card ou armazenado em cloud. Antes de emitir esse certificado, os dados do usuário serão conferidos por uma autoridade certificadora (AC) subordinada à Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil). A assinatura digital equivale à firma feita de próprio punho, portanto proporciona segurança à tecnologia bancária.

Quando escolher essa opção? 

1) Precisa garantir que os documentos sejam protegidos por criptografia. 

2) Seu público-alvo já tem certificado digital e está habituado a usar.

3) Quer ampliar a segurança jurídica dos contratos da sua empresa.                                                                                    

Assinatura Eletrônica

Este é um formato um pouco diferente do anterior, pois não necessita do certificado digital. Ela possui validade jurídica desde que todos os envolvidos na operação eletrônica concordem com o seu uso. Para assinar o usuário deve clicar num botão concordando com a operação. A ferramenta coleta evidências como e-mail, número de IP e localização do usuário para assegurar a autenticidade da transação. 

Quando escolher essa opção? 

1) Precisa dar mais agilidade ao processo de assinatura de contrato. 

2) Seu público-alvo não tem certificado digital. 

3) Quer garantir a legitimidade dos documentos da sua empresa.       

Conheça também: Nova funcionalidade permite assinatura eletrônica e assinatura digital no mesmo contrato ou documento  

Voltando ao exemplo das fintechs, que citamos anteriormente, a assinatura digital e eletrônica aumentam a confiabilidade da abertura de contas à distância e, consequentemente, dão mais segurança para a tecnologia bancária. Também vale citar a possibilidade incrível da assinatura híbrida: em que múltiplas partes assinam  documentos utilizando simultaneamente a assinatura digital e a assinatura eletrônica. 

Como aumentar a segurança da tecnologia bancária

Quando a empresa desenvolve suas atividades numa sede física, pode utilizar várias ferramentas e processos para se resguardar. É o caso das agências bancárias. Mas, com a falta de elementos presenciais de segurança, é imprescindível reforçar as ferramentas digitais de proteção. Isso envolve tanto ampliar a segurança jurídica da fintech ou empresa, quanto deixar os serviços oferecidos mais confiáveis para o público. 

Listamos abaixo alguns passos para aumentar a segurança da tecnologia bancária na sua fintech ou empresa: 

  • crie um certificado digital (pode ser para pessoas físicas ou empresas);
  • adote um sistema de coleta de assinaturas digitais (software especializado);
  • opte por soluções que possam ser acessadas de qualquer dispositivo móvel (smartphones e tablets), além de notebooks e desktops;
  • utilize carimbo do tempo;  
  • acompanhe em tempo real o andamento do processo de assinaturas;

Essas são apenas dicas básicas de como aumentar a segurança da tecnologia bancária. Se você tiver alguma dúvida ou questionamento, deixe seu comentário abaixo ou entre em contato conosco

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