Os 5 erros mais comuns que aumentam o risco regulatório em processos digitais e como evitar

publicado em 27 de abril de 2026

por Barbara Medeiros

Muitas empresas só percebem falhas críticas em seus processos digitais quando já estão sendo auditadas. Nesse momento, o problema deixa de ser operacional e passa a ser jurídico, com impacto direto em multas, invalidação de documentos e danos à reputação.

A digitalização trouxe eficiência, mas também aumentou a responsabilidade sobre como dados, assinaturas e evidências são gerenciados. O risco regulatório em processos digitais cresce justamente quando decisões técnicas ignoram critérios legais.

A seguir, você vai entender os cinco erros mais comuns que colocam empresas em risco e como evitá-los de forma estruturada.


Uso de assinatura eletrônica sem critério jurídico

Nem toda assinatura eletrônica possui validade jurídica para qualquer tipo de documento. Esse é um dos erros mais frequentes e perigosos.

Empresas adotam soluções genéricas sem considerar:

  • o nível de exigência legal do documento
  • a necessidade de identificação robusta do signatário
  • o tipo de prova exigido em caso de disputa

Como evitar

É essencial classificar documentos por nível de risco e aplicar o tipo adequado de assinatura:

  • simples para processos de baixo risco
  • avançada ou qualificada para documentos com maior exigência legal

No Brasil, a conformidade com a ICP-Brasil é um fator determinante para garantir validade jurídica plena.


Ausência de carimbo do tempo

O carimbo do tempo é frequentemente negligenciado, mas tem um papel crítico na validade de documentos digitais.

Sem ele, não é possível comprovar com precisão:

  • quando um documento foi assinado
  • se ele existia em determinado momento
  • se sofreu alterações posteriores

Como evitar

Adotar soluções que integrem carimbo do tempo confiável e auditável, preferencialmente com respaldo em autoridades certificadoras reconhecidas.

Isso fortalece a prova jurídica e reduz vulnerabilidades em auditorias.


Falta de rastreabilidade completa

Saber que um documento foi assinado não é suficiente. É necessário comprovar todo o contexto da assinatura.

A ausência de rastreabilidade impede responder perguntas fundamentais como:

  • quem assinou exatamente
  • quando a ação ocorreu
  • de qual dispositivo ou localização partiu

Como evitar

Implementar sistemas que registrem evidências completas, incluindo:

  • logs detalhados
  • dados de autenticação
  • histórico de interações

A rastreabilidade transforma documentos digitais em ativos juridicamente defensáveis.


Dependência de ferramentas sem compliance local

Muitas empresas utilizam plataformas internacionais que não estão adaptadas à legislação brasileira.

Isso pode gerar problemas como:

  • incompatibilidade com normas da ICP-Brasil
  • ausência de suporte jurídico local
  • fragilidade em auditorias regulatórias

Como evitar

Priorizar soluções desenvolvidas com foco no cenário regulatório brasileiro, que já considerem:

  • requisitos legais nacionais
  • padrões de certificação digital
  • geração de evidências aceitas judicialmente


Ausência de padronização de processos

Quando cada área da empresa adota um fluxo diferente para assinaturas e validações, o risco aumenta exponencialmente.

A falta de padronização gera:

  • inconsistência de evidências
  • dificuldade de auditoria
  • exposição jurídica desigual entre áreas

Como evitar

Criar políticas claras e centralizadas para processos digitais, incluindo:

  • definição de fluxos padrão
  • critérios para tipos de assinatura
  • governança sobre ferramentas utilizadas

Padronização é o que transforma conformidade em rotina, não em exceção.


Como a Bry reduz o risco regulatório desde a base

Evitar esses erros exige mais do que ajustes pontuais. É necessário contar com uma solução que já nasça alinhada às exigências legais.

A Bry se posiciona exatamente nesse ponto, oferecendo:

  • conformidade com ICP-Brasil
  • gestão completa de evidências
  • rastreabilidade nativa
  • soluções adaptadas ao contexto regulatório brasileiro

Isso significa que a empresa não precisa adaptar processos depois. A conformidade já faz parte da estrutura desde o início.

O risco regulatório em processos digitais não está apenas na tecnologia utilizada, mas nas decisões por trás dela.

Empresas que tratam assinatura, evidência e rastreabilidade como detalhes operacionais acabam descobrindo tarde demais que esses elementos são, na verdade, pilares jurídicos.

Evitar os cinco erros apresentados é o primeiro passo para construir processos digitais seguros, auditáveis e juridicamente válidos.

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