Apesar de o Brasil não ter um levantamento oficial sobre a demora que os pacientes enfrentam quando precisam de atendimento médico, esse é um dos desafios da saúde do país. Não é raro se deparar com relatos de gente que ficou esperando mais de uma hora para ser examinado por um especialista ao buscar consultas na rede privada e nas unidades de saúde pública. Quando a vez chega, também é fácil encontrar casos de quem afirme que o médico dedicou poucos minutos ao paciente, despertando uma sensação de frustração.

Situações deste tipo têm como causa principal a alta demanda por serviços médicos no país. Nas clínicas e consultórios privados, as salas de espera vivem cheias de pessoas que buscam atendimento particular ou por meio de planos de saúde — segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados, essas instituições gastaram R$ 250 milhões a mais com despesas financeiras em 2016 em relação ao valor computado em 2015. Isso, porém, não alivia a situação das unidades mantidas pelos governos municipais, estaduais e federal: elas têm absorvido cada vez mais a população que, por diversas razões, deixa de ser atendida por um plano de saúde. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) compilados recentemente mostram que houve redução de 3,1 milhões de usuários nos serviços prestados pelas entidades que administram esse tipo de benefício. Resultado: mais gente dependendo do Sistema Único de Saúde (SUS), sobrecarregando a estrutura pública.

Como resolver isso de forma rápida? Otimizando o tempo útil do médico, fazendo com que ele fique cada vez mais focado no que é preparado para fazer: atender os pacientes. Uma das saídas passa por acelerar atividades mais próximas das rotinas administrativas, como a assinatura dos prontuários — que já pode ser feita de forma eletrônica.

Atividades burocráticas mais simples com uso do certificado digital em nuvem

Mais do que consultar, solicitar exames e prescrever medicamentos, o médico é responsável pelo preenchimento e acompanhamento do prontuário de cada paciente. Esse documento é fundamental para que a saúde do usuário do serviço de saúde seja monitorada de perto e siga uma trajetória coerente, permitindo a identificação mais rápida das doenças.

Felizmente já é possível fazer isso com o auxílio da tecnologia. Ao invés de armazenar as informações em papel, médicos têm a sua disposição do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), recurso que faz o registro, armazena e controla digitalmente todas as informações do paciente. A adesão a essa plataforma é uma das primeiras ações no sentido de agilizar o fluxo de trabalho destes profissionais, como apontou a pesquisa “Uso de prontuários eletrônicos” da consultoria Accenture.

O PEP agiliza o trabalho nas unidades de saúde e nos consultórios porque interliga diversos setores por onde passam os pacientes e ajuda fundamentalmente os tratamentos complexos, como o de quadros oncológicos. Com campos padronizados para a digitação, questões específicas e um banco de dados atualizado diariamente, o volume de informações geradas é grande. E na medicina, quão maior for a quantidade de elementos informativos, mais precisos serão o diagnóstico e o tratamento.

Mas para que os dados armazenados no prontuário eletrônico sejam confiáveis, é importante que o lançamento seja feito pelos médicos e a autenticidade deles possa ser confirmada. Novamente considerando a dinâmica agitada dos postos de saúde, hospitais, clínicas e consultórios, é altamente recomendado que essa operação seja rápida e simplificada. A solução está no uso do certificado digital em nuvem.

Menos fraudes e mais entregas em menos tempo

Por meio de um certificado digital, os médicos conseguem comprovar a identidade no sistema e eliminar a necessidade de assinar à mão folhas e mais folhas de papel para que as suas orientações tenham a validade necessária. Inclusive o Conselho Federal de Medicina (CFM) estabeleceu parcerias com diversas autoridades certificadoras para que todos os profissionais com esta formação no Brasil obtenham essa distinção criptográfica e aproveitem os benefícios da digitalização nas suas rotinas profissionais.

Mobilidade com o certificado digital na nuvem

Diferentemente do que ocorre com o certificado tradicional, após a solicitação os médicos não recebem um smartcard ou token. Tudo é feito a partir do recurso criptográfico armazenado na nuvem, pronto para ser usado na assinatura digital dos prontuários e outros documentos eletrônicos sem a necessidade de nenhum recurso físico.

Considerando a média de atendimentos diários feitos pelos médicos, são minutos preciosos — que se transformam em horas — sem precisar imprimir atestados, receituários e prontuários nem assiná-los. Tudo é feito online, sem complicação e com muito mais segurança, já que a assinatura digital não pode ser falsificada ou adulterada, como pode acontecer com as manuscritas.

Resultados obtidos com o uso do certificado digital

A implementação da solução de certificação digital já ocorreu em diversos lugares do Brasil. Algumas secretarias de saúde, por exemplo, já disponibilizam o certificado digital para os médicos da rede pública. 

Com isso, eles passam a assinar digitalmente os documentos e agilizam uma série de processos. Além disso, a tecnologia permite eliminar a necessidade de que os profissionais carreguem consigo os tokens e smartcards, habilitando a funcionalidade de assinar eletronicamente prontuários médicos por meio de tablets ou smartphones — a necessidade dos computadores e principalmente dos papéis já não existe mais.

Como isso foi possível? Por meio do certificado digital em nuvem. A tecnologia é integrável a qualquer tipo de sistema e permite armazenar todos os certificados na nuvem, deixando-os acessíveis a partir de qualquer dispositivo conectado à internet. Além dos navegadores de internet, é possível utilizá-los via clientes de e-mail, softwares de edição de textos e planilhas, aplicações da Receita Federal e outros.

Essa característica não reduz a segurança dos certificados: eles ficam armazenados em compartimentos exclusivos para cada usuário em repositórios seguros de alto desempenho que atendem normas nacionais e internacionais como a FIPS-140-2 e a MCT-7 da ICP-Brasil. Os protocolos são resistentes a tentativas de modificação e asseguram que somente as assinaturas autorizadas são liberadas.

Há casos em que mais de dez mil documentos são assinados digitalmente diariamente só nas unidades de saúde pelos médicos. Mensalmente são mais de 390 mil prontuários, receitas, exames e atestados liberados após a validação digital, em um tempo que permitiu reduzir o período de espera de quem depende dos serviços prestados na cidade. Antes, com a assinatura manual, os exames levavam cerca de um mês para serem liberados. Agora esse tempo é inferior a uma semana.

Além da praticidade, é comum em casos assim que as autoridades locais de saúde também identifiquem a redução da tentativa de fraudes em atestados e receitas. Isso previne a automedicação e permite o acompanhamento do tratamento porque o médico pode saber se o paciente seguiu a orientação prescrita ou não.

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