A biometria é a análise de características físicas ou comportamentais das pessoas com a finalidade de identificá-las de forma única. A principal aplicação das formas de captura e verificação dos dados biométricos atualmente é na garantia de que alguém de fato realizou uma operação, seja acesso a um local, uma operação financeira e até a assinatura de um documento eletrônico, sem a necessidade de conferência de documentos pessoais tradicionais (carteira de identidade, por exemplo) e muito mais rapidamente que da forma tradicional. Quer entender melhor o que é biometria? Continue lendo esse texto!

Os sistemas biométricos são aqueles que leem as características individuais e as comparam com uma base de dados para, no caso de os pontos-chave corresponderem, liberar o acesso ou validar um procedimento. Eles capturam traços de diversas partes do corpo, como os olhos (por meio da íris), palma das mãos, impressões digitais, voz e outros.

É importante saber que ainda que o DNA seja uma fonte confiável de informações únicas sobre cada pessoa, o uso dele não é considerado pelas tecnologias de reconhecimento biométrico. O processo ainda não é automatizado e na maioria dos casos, demora horas para a criação de uma identificação por meio desses traços genéticos.

O que é biometria? Como a biometria é coletada e processada?

Depois de saber o que é biometria, é importante entender como ela pode facilitar operações rotineiras do dia a dia. Para isso, é fundamental que exista uma base de dados com as informações que serão referência para as leituras feitas diretamente das mãos dos usuários (ou outros traços biométricos).

Essa é a primeira etapa: capturar por meio de um leitor biométrico a impressão digital, os traços da íris, a voz ou qualquer outro sinal pessoal. Essa etapa é a que vai permitir a criação do banco de dados para a comparação posterior e a liberação de acessos e procedimentos.

Em seguida deve ser feita a extração dos dados. É nessa fase que o que foi coletado é traduzido em informação identificável pelo sistema utilizado. Cada um possui o próprio método de tradução, que tem termos de confiabilidade e rigor analítico diferentes. É aqui que a imagem ou o arquivo se transforma em bits, que são compreendidos pelas máquinas.

Com esses dados, é hora de criar um padrão único para cada cadastro, de acordo com as características reconhecíveis pelo sistema biométrico. A ideia é reduzir o tempo de análise de todo o processo.

Por fim, a comparação é o que garante a comprovação de que quem submeteu a impressão digital no sensor (por exemplo) é a mesma pessoa que tem os dados armazenados na base. Falhas de identificação até podem acontecer neste processo, mas o acesso será negado e o procedimento não vai continuar.

Essas etapas são o que garante a confiabilidade da biometria na identificação de pessoas atualmente.

Tipos de biometria

Há diversas formas de coletar a biometria dos usuários de um sistema. Todas consideram traços particulares, mas pode haver variação sobre qual parte do corpo é submetida à análise a fim de dar mais celeridade ao processo. Veja quais são os principais sistemas de leitura biométrica:

  • veias do corpo;
  • impressão digital;
  • reconhecimento de face;
  • identificação pela íris;
  • reconhecimento via retina;
  • reconhecimento de voz;
  • geometria da mão;
  • reconhecimento de assinatura;
  • reconhecimento da digitação;
  • estilo de escrita.

Cada um dos parâmetros acima pode ser usado com uma finalidade específica. Há os que são mais precisos e praticamente infalíveis, porém custam muito caro; há outros que podem apresentar um nível mais elevado de falhas, mas com custo mais acessível. É importante que o usuário de um sistema de identificação biométrica avalie quais são suas reais necessidades e verifique o quanto vale a pena investir.

Aplicação prática da biometria

Como você viu ao longo deste texto, a identificação biométrica é uma das formas mais eficientes de se comprovar a identidade de alguém. Ela pode ser implementada no controle de acesso de locais públicos ou privados (em fechaduras digitais ou catracas eletrônicas); durante o processo eleitoral no Brasil (o eleitor se identifica usando apenas a impressão digital); e até para assinar documentos eletronicamente.

Diferentemente do que ocorre com as assinaturas digitais, que dependem de um certificado digital para serem validadas, as assinaturas eletrônicas podem ser feitas com a coleta de outros indícios como a geolocalização, o endereço IP do dispositivo que está sendo usado para assinar e até traços biométricos que vão ajudar a comprovar que uma pessoa assinou, de fato, um documento.

Há uma série de recursos onde a biometria pode ser aplicada para dar mais agilidade e segurança aos processos. Para saber mais sobre eles, acesse agora o nosso site e visite o nosso blog.