Deepfakes e fraudes de identidade em 2026: como empresas brasileiras estão sendo alvo e o que fazer para se proteger

publicado em 13 de maio de 2026

por Bry Marketing

A fraude de identidade digital no Brasil entrou em uma nova fase. Em 2026, criminosos já utilizam inteligência artificial para simular rostos, vozes, documentos e até comportamentos humanos durante processos de validação. Além do impacto financeiro, empresas passaram a enfrentar riscos jurídicos, perda de confiança, fraudes contratuais e questionamentos sobre autenticidade de provas digitais.

O crescimento das tentativas de fraude de identidade digital no Brasil já ultrapassa 70% nos últimos ciclos de monitoramento. O avanço dos deepfakes elevou o nível de sofisticação dos ataques e pressionou organizações a rever seus modelos de autenticação.

Nesse cenário, apenas coletar uma assinatura deixou de ser suficiente.

A pergunta agora é outra: como comprovar quem realmente está por trás de uma operação digital?

O que é deepfake em documentos e identidade digital?

Deepfake é uma tecnologia baseada em inteligência artificial capaz de gerar imagens, vídeos, vozes e rostos sintéticos extremamente realistas.

Inicialmente associada a vídeos manipulados, a técnica passou a ser usada em golpes de identidade digital, especialmente em:

  • abertura de contas
  • contratação de crédito
  • validação biométrica
  • emissão de documentos
  • assinatura de contratos
  • fraudes em onboarding digital

O problema cresce porque muitos fluxos digitais ainda operam apenas com captura de imagem simples ou autenticações frágeis.

Em diversas fraudes recentes, criminosos utilizam:

  • selfies geradas por IA
  • vídeos simulando prova de vida
  • documentos adulterados digitalmente
  • clonagem de voz para validações telefônicas
  • imagens extraídas de redes sociais

O resultado é uma aparência de legitimidade que engana sistemas pouco robustos.

Por que a fraude de identidade digital cresceu tanto no Brasil?

O Brasil se tornou um dos principais alvos por três fatores combinados:

Digitalização acelerada

Bancos, hospitais, fintechs, escritórios jurídicos e plataformas de serviços migraram operações para ambientes digitais em ritmo intenso.

Alto volume de dados expostos

Vazamentos sucessivos ampliaram o acesso de criminosos a informações pessoais reais, usadas para treinar fraudes mais convincentes.

Processos de autenticação frágeis

Muitas empresas ainda confundem conveniência com segurança e utilizam modelos baseados apenas em:

  • login e senha
  • upload simples de documentos
  • assinatura eletrônica sem validação forte de identidade
  • aceite por clique

Isso cria uma falsa sensação de proteção jurídica.

Qual a diferença entre “assinar com clique” e “assinar com identidade verificada”?

Essa é uma das dúvidas mais importantes em 2026.

Assinar digitalmente não significa necessariamente validar identidade.

Assinatura com clique

Modelos simplificados normalmente utilizam:

  • checkbox
  • token por e-mail
  • SMS
  • aceite eletrônico sem validação biométrica

Embora possam atender alguns fluxos operacionais, esses métodos apresentam maior fragilidade em disputas judiciais e contestação de autoria.

Assinatura com identidade verificada

Já os fluxos robustos utilizam múltiplas camadas de comprovação:

  • biometria facial
  • prova de vida
  • validação documental
  • trilha de evidências
  • carimbo do tempo
  • auditoria criptográfica

Nesse modelo, o foco deixa de ser apenas “houve uma assinatura?” e passa a ser:

“é possível provar quem assinou, quando assinou e em quais condições?”

É justamente essa mudança que vem redefinindo contratos digitais no Brasil.

O que o STJ já decidiu sobre provas digitais contestadas?

O Superior Tribunal de Justiça já consolidou entendimento relevante sobre autenticidade e integridade de provas digitais.

Em disputas envolvendo contratos eletrônicos e registros digitais, os tribunais passaram a exigir:

  • rastreabilidade
  • integridade técnica
  • comprovação de autoria
  • cadeia de custódia digital
  • evidências confiáveis de autenticação

Na prática, empresas que utilizam mecanismos frágeis enfrentam maior dificuldade para sustentar validade jurídica em contestações.

Esse movimento reforça a importância de soluções capazes de gerar evidências técnicas robustas durante toda a jornada de identificação.

Como provar autoria digital em um cenário de deepfakes?

A proteção contra fraudes modernas depende de uma cadeia de identificação contínua.

Não existe uma tecnologia única capaz de resolver o problema isoladamente.

O modelo mais eficaz combina diferentes camadas de segurança.

Como biometria, prova de vida e carimbo do tempo fecham as brechas

Biometria facial

A biometria compara características únicas do usuário com bases oficiais ou documentos válidos.

Soluções como o Bry ID fortalecem a autenticação em fluxos críticos.

Prova de vida

A prova de vida identifica se existe uma pessoa real interagindo no momento da validação, reduzindo ataques com vídeos, fotos ou simulações por IA.

Tecnologias integradas ao PSBIO ajudam a detectar padrões artificiais usados em deepfakes.

Verificação documental

A validação automática de documentos permite identificar adulterações, inconsistências e sinais de manipulação digital.

Ferramentas como o Bry Verifica aumentam a confiabilidade do onboarding digital.

Carimbo do Tempo

O carimbo do tempo comprova o instante exato de uma operação digital e garante integridade cronológica das evidências.

O Carimbo do Tempo ACT adiciona uma camada crítica de validade técnica e jurídica.

O que empresas de cada setor precisam fazer agora?

Financeiro

Bancos, fintechs e securitizadoras enfrentam alto volume de fraudes em:

  • abertura de contas
  • crédito
  • renegociação
  • onboarding remoto

Recomendações:

  • implementar biometria com liveness
  • revisar fluxos de aceite simplificado
  • integrar validação documental automatizada
  • manter trilha auditável completa

Saúde

Hospitais e healthtechs lidam com dados extremamente sensíveis.

O risco envolve:

  • prontuários
  • prescrições
  • telemedicina
  • autorização de procedimentos

Recomendações:

  • autenticação forte em acesso clínico
  • validação de identidade em consentimentos
  • preservação temporal de documentos médicos
  • controle rigoroso de autoria digital

Jurídico

Escritórios e departamentos jurídicos convivem com crescente judicialização de contratos digitais.

Recomendações:

  • utilizar assinatura com identidade validada
  • registrar evidências técnicas completas
  • adotar carimbo do tempo em documentos críticos
  • fortalecer cadeia de custódia digital

Como empresas podem reduzir riscos imediatamente?

Algumas medidas já produzem impacto relevante:

Revisar jornadas digitais críticas

Mapeie processos vulneráveis:

  • onboarding
  • assinatura
  • validação cadastral
  • recuperação de conta

Diferenciar conveniência de autenticação forte

Nem todo fluxo precisa do mesmo nível de segurança.

Mas operações críticas exigem múltiplas camadas de validação.

Criar políticas de evidência digital

Empresas precisam armazenar:

  • logs
  • trilhas de autenticação
  • registros biométricos
  • validações temporais
  • provas de integridade

Atualizar modelos antifraude continuamente

Deepfakes evoluem rápido. Sistemas estáticos envelhecem rapidamente.

O futuro da confiança digital no Brasil

A tendência para 2026 e próximos anos é clara: empresas precisarão provar identidade com muito mais profundidade.

A era do aceite simples está ficando para trás.

No novo cenário digital, confiança depende de:

  • autenticação contínua
  • evidência técnica
  • integridade temporal
  • validação biométrica
  • rastreabilidade jurídica

Organizações que tratarem identidade digital como infraestrutura crítica estarão mais preparadas para enfrentar fraudes sofisticadas, exigências regulatórias e disputas judiciais futuras.

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