Digitalizar documentos não é o fim do processo: o que ninguém te conta sobre validade jurídica no GED

publicado em 4 de fevereiro de 2026

por Bry Marketing

Empresas que digitalizam seus documentos costumam sentir um alívio imediato: menos papel, mais organização, acesso rápido à informação. O problema é que, nesse momento, muita gente acha que o trabalho acabou.
Spoiler nada agradável: não acabou.

Digitalizar documentos é um passo importante, mas está longe de garantir validade jurídica. E esse detalhe costuma ser descoberto só quando o risco já bate à porta: auditorias, fiscalizações ou disputas judiciais.

Neste conteúdo, vamos esclarecer o que o GED realmente faz, onde ele para e o que é necessário para que documentos digitais tenham, de fato, valor jurídico.

O que o GED realmente faz (e por que ele é só o começo)

O GED, Sistema de Gestão Eletrônica de Documentos, é essencial para a rotina de empresas que lidam com alto volume de informações. Ele resolve problemas reais, como:

  • Organização e categorização de arquivos
  • Busca rápida e controle de versões
  • Acesso centralizado a documentos
  • Otimização de processos internos

Ou seja, o GED cuida da gestão da informação. Ele organiza, facilita e dá eficiência ao fluxo documental.

Mas aqui está o ponto-chave que quase ninguém deixa claro: gestão não é prova jurídica.

O GED é o começo do processo, não o final.

Digitalizar não transforma papel em prova jurídica

Escanear um contrato, um laudo ou um termo assinado não muda automaticamente o status jurídico desse documento.

Um arquivo digitalizado pode:

  • Ser alterado
  • Ser copiado
  • Ser substituído
  • Perder seu vínculo com a autoria original

Sem mecanismos que garantam autenticidade, integridade e rastreabilidade, esse documento continua sendo apenas uma imagem digital, não uma prova robusta.

É aqui que muitas empresas acreditam estar seguras quando, na prática, estão apenas organizadas.

O que a lei exige de um documento digital válido

Para que um documento digital tenha validade jurídica, alguns pilares precisam estar garantidos:

Autenticidade
Quem assinou esse documento? É possível provar a identidade do autor?

Integridade
O conteúdo foi alterado depois de criado ou assinado?

Temporalidade
É possível comprovar quando esse documento passou a existir?

Não repúdio
O autor pode negar que assinou ou validou aquele documento?

Sem esses elementos, o documento perde força como prova, especialmente em cenários de auditoria ou disputa judicial.

Onde entram assinatura digital e carimbo do tempo nesse processo

Aqui está a virada de chave que transforma gestão em proteção jurídica.

A assinatura digital vincula o documento a uma identidade, garantindo autoria, autenticidade e não repúdio. Ela assegura que aquela ação foi realizada por uma pessoa ou empresa específica, com respaldo legal.

Já o carimbo do tempo adiciona uma camada essencial: ele comprova data e hora exatas de existência do documento, usando uma fonte de tempo confiável. Isso impede questionamentos sobre quando aquele arquivo foi criado ou assinado.

Em outras palavras:

  • O GED organiza
  • A assinatura digital válida
  • O carimbo do tempo comprova

É a combinação desses elementos que cria documentos digitais realmente confiáveis.

O problema de descobrir isso só na auditoria (ou no processo)

O maior risco não está em usar GED. Está em achar que ele resolve tudo sozinho.

Muitas empresas só percebem a fragilidade documental quando:

  • Um auditor pede comprovação formal
  • Um contrato é questionado judicialmente
  • Uma fiscalização exige provas técnicas
  • Uma disputa depende da data ou da integridade de um documento

Nesse momento é necessário provar, e a prova jurídica não se constrói depois do problema, ela precisa estar incorporada ao processo desde o início.

GED com validade jurídica: como montar o ecossistema certo

Empresas maduras digitalmente não pensam em ferramentas isoladas. Pensam em ecossistemas de confiança.

Um ambiente documental robusto costuma incluir:

  • Sistema de GED para gestão
  • Assinatura digital com validade jurídica
  • Carimbo do tempo para prova temporal
  • Políticas internas bem definidas
  • Integração entre sistemas e processos

Esse conjunto reduz riscos, aumenta a segurança e evita surpresas desagradáveis no futuro.

Digitalizar é organizar. Validar é proteger.

A transformação digital não termina quando o papel sai de cena. Ela só se completa quando a empresa garante que seus documentos digitais são seguros, íntegros e juridicamente válidos.

GED é eficiência.
Validade jurídica é proteção.

E as duas coisas precisam caminhar juntas.



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