Gestão de identidades digitais: por que centralizar certificados virou uma necessidade

por Bry Marketing
publicado em 16 de janeiro de 2026

Durante muito tempo, certificados digitais foram tratados como um “item técnico”. Algo que ficava com o time de TI, instalado em uma máquina específica, guardado em um token ou salvo em algum arquivo com nome pouco amigável.

Esse modelo funcionou… enquanto as empresas eram menores, menos integradas e com menor volume de transações digitais.

Hoje, certificados estão no centro da identidade digital corporativa. E quando essa identidade é descentralizada, o resultado costuma ser o mesmo: gargalos de segurança, falhas operacionais e dores sérias de governança.

O que é identidade digital no contexto corporativo?

Identidade digital corporativa não é apenas o login do colaborador. Ela engloba tudo que representa, autentica e autoriza ações em nome da empresa, como:

  • Usuários e seus acessos
  • Sistemas e aplicações
  • Serviços automatizados
  • Assinaturas digitais
  • Autenticações entre sistemas
  • Integrações com parceiros e órgãos externos

Em outras palavras: identidade digital é o que define quem pode fazer o quê, em nome de quem e com qual nível de confiança.

E é exatamente aqui que entram os certificados digitais.

O papel dos certificados no mundo real

Certificados digitais não são burocracia. Eles são a base técnica da confiança digital.

Na prática, eles permitem:

  • Autenticar usuários, sistemas e serviços
  • Assinar documentos e transações com validade jurídica
  • Criptografar dados sensíveis
  • Integrar sistemas de forma segura
  • Garantir não repúdio, integridade e rastreabilidade

Sem certificados bem geridos, não existe assinatura confiável, integração segura ou governança digital consistente.

A dor da descentralização: quando o certificado vira gargalo

Quando certificados ficam espalhados em tokens, arquivos soltos ou máquinas específicas, o problema não é “se” algo vai dar errado. É “quando”.

1. Perda, roubo ou uso indevido

Tokens extraviados, arquivos copiados, senhas compartilhadas. Tudo isso acontece mais do que se admite.

2. Dependência de pessoas ou máquinas

“Só funciona no computador do fulano.”
Se a pessoa sai, a máquina quebra ou o token some, o processo para.

3. Rotatividade sem revogação adequada

Certificados continuam válidos mesmo após desligamentos, mudanças de função ou fim de projetos. Um risco silencioso.

4. Auditoria difícil ou inexistente

Quem usou? Quando? Para quê?
Sem centralização, responder isso vira uma caça arqueológica.

5. Indisponibilidade e falhas operacionais

Processos críticos ficam indisponíveis porque o certificado estava preso a um ponto único de falha.

Esse modelo não escala, não é auditável e não atende às exigências atuais de segurança e compliance.

Centralizar certificados é uma decisão de governança

Centralização não é apenas conveniência técnica. É governança de identidade digital.

Quando certificados são geridos de forma centralizada, a empresa passa a ter:

Gestão clara de chaves e acessos

Quem pode usar, para qual finalidade e sob quais regras.

Segregação de funções

Quem administra não é quem usa. Quem usa não define políticas.

Políticas de emissão, rotação e revogação

Nada fica “eterno por esquecimento”.

Logs e trilha de auditoria

Cada uso deixa rastro. Cada ação é rastreável.

Isso é o mínimo esperado em ambientes que lidam com dados sensíveis, contratos, integrações críticas e obrigações legais.

Checklist de maturidade: como está sua empresa hoje?

Antes de pensar em soluções, vale responder com honestidade:

  • Onde estão os certificados atualmente?
  • Quem tem acesso a eles?
  • Existe um inventário centralizado?
  • Há política de rotação periódica?
  • A revogação é rápida e controlada?
  • Existe trilha auditável de uso?

Se muitas respostas forem “não sei”, o alerta está ligado.

HSM, KMS e o conceito de custódia digital (sem complicar)

Para sustentar essa centralização, entram conceitos como custódia e gestão segura de chaves.

  • HSM (Hardware Security Module): dispositivos especializados para proteger chaves criptográficas
  • KMS (Key Management Service): sistemas que gerenciam, controlam, rotacionam e auditam o uso dessas chaves

A ideia central é simples:
A chave não circula, o acesso é controlado e cada uso é registrado.

Isso elimina dependência de arquivos soltos, tokens físicos e acessos improvisados, sem travar a operação.

Infraestrutura de confiança digital: o pano de fundo

Gestão de identidades, certificados, assinaturas e integrações não são ilhas.
Elas fazem parte de uma infraestrutura de confiança digital, que sustenta:

  • Assinaturas digitais com validade jurídica
  • Governança documental
  • Compliance regulatório
  • Escalabilidade operacional
  • Segurança da informação

É nesse contexto que soluções como Bry KMS entram como referência prática de centralização, custódia e governança de certificados, conectando identidade digital, assinatura e segurança sem depender de tokens físicos ou arquivos espalhados.

Da mesma forma, esse pilar se conecta diretamente com governança de assinaturas, notificações eletrônicas e fluxos formais que exigem evidência, rastreabilidade e controle.

Identidade descentralizada não acompanha a maturidade digital

Empresas que escalam, integram e se digitalizam não podem depender de certificados espalhados e controles informais.

Centralizar a gestão de identidades e certificados deixou de ser uma escolha técnica.
Virou uma necessidade estratégica de segurança, compliance e continuidade operacional.Quem entende isso cedo, constrói confiança digital.
Quem posterga, costuma descobrir no pior momento.

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