Cadeia de evidências em assinaturas eletrônicas: como funciona e por que ela é essencial

por Bry Marketing
publicado em 9 de janeiro de 2026

Assinar eletronicamente não é apertar um botão. É executar um ato formal que precisa resistir ao tempo, à auditoria e, em muitos casos, a uma disputa jurídica. Só com a ferramenta certa você terá uma cadeia de evidências em assinaturas eletrônicas de todos os tipos.

Quando alguém questiona uma assinatura, a pergunta nunca é “houve um clique?”.
A pergunta real é: quais evidências comprovam que aquele ato foi legítimo, íntegro e atribuível à pessoa certa?

É aí que entra a cadeia de evidências.

O que é cadeia de evidências e por que ela importa

Cadeia de evidências é o conjunto estruturado de registros técnicos e eventos que comprovam, de ponta a ponta, como uma assinatura aconteceu.

Ela funciona como um rastro confiável que responde, com precisão, perguntas como:

  • Quem assinou?
  • Quando assinou?
  • Como foi autenticado?
  • Qual documento foi assinado?
  • O conteúdo foi alterado depois?
  • Onde estão essas provas hoje?

Sem esse rastro, a assinatura até pode existir.
Mas não se sustenta quando precisa ser provada.

Assinatura é evidência, não interface

Do ponto de vista jurídico e técnico, a interface é irrelevante.
O que vale é o conjunto de evidências associadas ao ato de assinar.

Uma assinatura eletrônica robusta se sustenta em quatro pilares:

  • Autenticidade
  • Integridade
  • Autoria
  • Não repúdio

E nenhum deles existe sem evidência técnica verificável.

Os elementos essenciais da cadeia de evidências

1. Identificação do signatário

Não existe evidência sem identificação confiável.

Aqui entram os níveis de autenticação, que variam conforme o risco do processo:

  • E-mail simples
  • Código OTP (SMS, e-mail, app)
  • Biometria
  • Certificado digital

Quanto maior o risco jurídico ou financeiro, maior deve ser o nível de autenticação.

Sem isso, a autoria fica frágil.

2. Integridade do documento

Integridade garante que o documento assinado é exatamente o mesmo que foi apresentado ao signatário.

Tecnicamente, isso é feito com:

  • Hash criptográfico
  • Lacres digitais
  • Detecção de qualquer alteração posterior

Se o conteúdo muda após a assinatura, a evidência quebra.
E quando quebra, todo o ato perde valor.


3. Registro de eventos (event log)

Aqui está o coração da cadeia de evidências.

O event log registra cada etapa do fluxo:

  • Quem acessou
  • Em qual data e horário
  • De qual IP ou dispositivo
  • Em que etapa (visualização, aceite, assinatura, conclusão)

Esses registros precisam ser imutáveis, sequenciais e correlacionados ao documento correto. Sem log, não há narrativa técnica dos fatos.

4. Trilhas auditáveis e retenção de evidências

Evidência não pode existir só “no momento”.
Ela precisa ser guardada, acessível e verificável no tempo.

Boas plataformas mantêm:

  • Logs históricos
  • Metadados associados
  • Relatórios técnicos
  • Comprovantes vinculados ao documento

Isso é o que permite auditorias internas, externas e defesas jurídicas futuras.

O que vira prova na prática?

Em um questionamento real, não é o layout que vira prova. São os artefatos técnicos, como:

  • Logs de autenticação
  • Registros de eventos
  • Metadados do documento
  • Relatórios de assinatura
  • Carimbos de tempo
  • Evidências de integridade

Esses elementos, juntos, constroem a linha do tempo confiável do ato.

Evidência fraca x evidência robusta

Evidência fraca

  • Link aberto sem autenticação
  • Ausência de logs detalhados
  • Documento sem proteção de integridade
  • Falta de registro temporal confiável
  • Guarda descentralizada ou informal

Resultado: questionável, frágil, facilmente contestável.

Evidência robusta

  • Identificação clara do signatário
  • Documento lacrado criptograficamente
  • Logs completos de todas as etapas
  • Linha do tempo confiável
  • Evidência armazenada e auditável

Resultado: defensável, consistente e sustentável.

Onde a cadeia de evidências costuma falhar

Alguns cenários são recorrentes em disputas e auditorias:

  • Assinatura via link aberto, sem autenticação real
  • Ausência de log de visualização ou aceite
  • Versão errada do documento associada à assinatura
  • Falta de registro temporal confiável
  • Evidências espalhadas, sem política de guarda

Nenhum desses problemas aparece no dia a dia.
Eles surgem quando alguém questiona o ato.

O papel do tempo na evidência

Uma evidência sem tempo confiável é uma evidência incompleta.

O carimbo do tempo associa data e hora a um evento de forma tecnicamente verificável, fortalecendo a linha do tempo e evitando discussões sobre “quando” algo aconteceu.

Por isso, soluções como Bry Carimbo do Tempo são utilizadas como elemento complementar na cadeia de evidências, especialmente em contextos que exigem maior rigor técnico e jurídico.

Referência técnica (ICP-Brasil):
https://www.gov.br/iti/pt-br/assuntos/icp-brasil

Boas práticas para fortalecer a cadeia de evidências

Alguns cuidados fazem toda a diferença:

  • Padronizar fluxos de assinatura
  • Definir níveis mínimos de autenticação por tipo de documento
  • Governar usuários e acessos
  • Estabelecer política clara de guarda e retenção
  • Realizar auditorias periódicas nos processos
  • Utilizar plataformas que registrem e preservem evidências

Plataformas como Bry Signer, por exemplo, trabalham a assinatura como processo estruturado, com registro, rastreabilidade e trilha de evidências, exatamente para evitar esses pontos de falha.

Sem discurso comercial, apenas como referência de abordagem correta.

Conclusão: assinatura sem evidência é opinião

Assinatura eletrônica não é sobre “facilidade”.
É sobre prova.

A cadeia de evidências é o que transforma um clique em um ato juridicamente defensável, tecnicamente íntegro e auditável ao longo do tempo.Quando ela existe, a assinatura se sustenta.
Quando não existe, sobra apenas a narrativa.

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