Como adequar sua empresa à Lei Felca: guia prático de verificação de idade e consentimento

publicado em 20 de março de 2026

por Bry Marketing

Nos dois primeiros textos desta série, exploramos o que é a Lei Felca e por que a verificação de idade é um problema técnico mais complexo do que parece. Agora chegou a hora de responder à pergunta prática: o que sua empresa precisa implementar, concretamente, para estar em conformidade?

A resposta não está em um único sistema ou em uma única funcionalidade. Está na integração de quatro pilares técnicos que a lei, indiretamente, exige que funcionem juntos.

O que sua empresa precisa garantir para estar em conformidade

A Lei nº 15.211/2025 não descreve uma solução técnica específica, ela define resultados que as empresas precisam alcançar. São quatro os pilares centrais:

  • Identificação confiável do usuário
    Saber quem está por trás do cadastro, com prova de identidade que vá além de e-mail e senha.
  • Comprovação de idade
    Demonstrar, com método técnico válido, que o usuário tem a idade mínima exigida para o conteúdo ou serviço.
  • Registro de consentimento
    No caso de menores de 16 anos, documentar o consentimento do responsável legal de forma auditável.
  • Rastreabilidade e evidências
    Manter logs que possam ser apresentados à ANPD em caso de fiscalização, auditoria ou litígio.

Cada pilar exige uma camada técnica específica. E todas precisam funcionar de forma integrada.

Checklist técnico de adequação à Lei Felca

Use este checklist para mapear o estágio atual da sua empresa em relação às exigências do ECA Digital:

  • Verificação de identidade do usuário: sua plataforma consegue confirmar que a pessoa por trás do cadastro é quem afirma ser?
  • Comprovação de idade por método confiável: você utiliza validação por documento, biometria facial ou integração com bases governamentais? A autodeclaração simples foi eliminada dos seus fluxos?
  • Fluxo de consentimento parental: para usuários menores de 16 anos, existe um mecanismo que vincula a conta a um responsável legal e documenta a autorização?
  • Registro de evidências com carimbo de tempo: os eventos críticos (verificação, consentimento, acesso) são registrados com data, hora e integridade verificável?
  • Rastreabilidade e auditoria: sua empresa consegue apresentar, em caso de fiscalização, evidências que demonstrem que os controles estavam ativos e funcionando?

Se algum desses itens estiver descoberto, a empresa está exposta a sanções, que podem chegar a R$ 50 milhões por infração, ou 10% do faturamento anual no Brasil, aplicadas por infração, não por empresa.

Como a tecnologia resolve esse cenário

O desafio da adequação à Lei Felca não é regulatório, é de infraestrutura. E as soluções existem. Vejamos como cada etapa do fluxo pode ser tecnicamente resolvida:

Verificação de identidade
A comprovação de que o usuário é quem afirma ser exige uma camada de identidade digital confiável. Tecnologias como o Bry ID permitem validar a identidade de uma pessoa com base em biometria facial + documento, criando um vínculo confiável entre o usuário e seu cadastro digital. É a base sobre a qual todo o restante do fluxo se apoia.

Consentimento com validade jurídica
Registrar o consentimento do responsável legal de forma auditável exige mais do que uma checkbox. É necessário um processo de assinatura eletrônica que vincule a manifestação de vontade à identidade de quem a deu, com valor jurídico comprovável. O Bry Signer resolve exatamente essa camada: assinaturas eletrônicas com rastreabilidade completa e conformidade com a ICP-Brasil.

Registro temporal e rastreabilidade
Para que as evidências tenham validade jurídica, elas precisam ser imutáveis e ter um registro de quando ocorreram. O Bry Carimbo do Tempo garante a integridade cronológica dos registros, uma exigência implícita da lei para qualquer empresa que precise provar, em auditoria, que os controles estavam ativos em um determinado momento.

Notificação e rastreio de eventos
Em situações que exigem comunicação com o responsável ou com o usuário (autorização de acesso, alertas de uso, confirmação de consentimento), o Bry Notifica entrega notificações com rastreabilidade, sabendo exatamente quando e por quem cada mensagem foi recebida.

O erro mais comum: tratar isso como um ajuste simples

A armadilha mais perigosa para empresas que estão iniciando o processo de adequação é tratar a Lei Felca como uma questão de UX ou de comunicação, como se bastasse adicionar uma tela de verificação no cadastro ou atualizar os termos de uso.

Não é assim. A Lei Felca cria obrigações de infraestrutura. O que está em jogo não é a aparência de conformidade, é a capacidade de comprovar conformidade. E isso exige:

  • Sistemas integrados, não funcionalidades isoladas
  • Logs auditáveis, não apenas registros internos
  • Evidências com validade jurídica, não apenas dados internos de analytics
  • Revisão de fluxos, não apenas de políticas de privacidade

Empresas que já trabalham com assinatura eletrônica, identidade digital e carimbo do tempo têm uma vantagem real: parte da infraestrutura de conformidade já existe. O desafio é integrá-la ao fluxo exigido pela lei.

Oportunidade: transformar obrigação em vantagem competitiva

Existe um ângulo que poucas empresas estão enxergando ainda: adequar-se à Lei Felca não é apenas evitar multa. É construir ativos de confiança que têm valor de mercado.

Plataformas que implementam verificação de identidade robusta e consentimento auditável estão criando:

  • Confiança do usuário
    Especialmente em mercados sensíveis (saúde, educação, finanças, entretenimento adulto) onde a prova de diligência importa.
  • Segurança jurídica
    Evidências documentadas reduzem risco em litígios, auditorias e processos regulatórios.
  • Diferenciação de mercado
    Em um ambiente em que a maioria das plataformas ainda está tentando entender o que a lei exige, as que chegarem primeiro com conformidade real terão vantagem competitiva.

O Brasil foi, segundo especialistas, o primeiro país das Américas a criar legislação com obrigações diretas para plataformas digitais no que diz respeito à proteção de menores. Isso coloca as empresas brasileiras na fronteira de um movimento global, e as que investirem em infraestrutura de confiança agora estarão preparadas para o que vem a seguir.

Se sua empresa precisa estruturar esse fluxo com segurança jurídica e técnica, verificação de identidade, consentimento auditável, rastreabilidade de evidências, fale com um especialista da Bry.

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